<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950</id><updated>2012-01-26T13:18:25.459-08:00</updated><title type='text'>Africanidades</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950.post-3047749311007685143</id><published>2011-07-29T15:07:00.001-07:00</published><updated>2011-09-11T19:12:17.446-07:00</updated><title type='text'>Exu é o diabo????</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao afirmar que "Exu é o diabo" estamos cometendo um grande equívoco que tem suas raízes históricas na formação do povo brasileiro. Com o advento das grandes navegações, os portugueses se depararam com uma imensa variedade cultural: culturas africanas, indígenas e dos povos do oriente eram geralmente consideradas como inferiores, exóticas e que traziam elementos diabólicos. A visão etnocêntrica dos europeus influenciou a concepção de Exu no Brasil que não corresponde aos simbolismos mitológicos da cosmovisão africana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XVI, a Europa vivia um momento de intensos conflitos religiosos com o avanço do Protestantismo. A Igreja perdia um grande número de fieis. Quando os jesuítas desembarcaram nas novas terras invadidas por Portugal, viam um campo fértil para conquistar novos adeptos através da catequisação. Os padres usavam o teatro para catequisar os índios e em suas peças maniqueístas, os personagens do bem eram os santos católicos e os do mal tinham nomes indígenas. As histórias mitológicas dos espíritos das florestas eram traduzidas para tentar convencer os ameríndios que seus hábitos como o tabagismo, a nudez, a poligamia eram inspirados pela astúcia do diabo e que deveriam ser abandonados seguindo os preceitos religiosos europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os africanos não foi diferente. Os deuses africanos de diversas localidades logo foram associados ao demônio. Inquices, voduns, orixás foram considerados pelos portugueses como facetas do maligno e proibiam os africanos que chegavam ao Brasil de cultuar seus antepassados.  Portões do esquecimento também foram construídos em diversos portos africanos para que os homens e mulheres que foram sequestrados de suas terras, ao atravessar tais portais, pudessem deixar para trás todo seu passado. Alguns eram obrigados a dar voltas numa árvore que os colonizadores diziam fazer esquecer sua cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O orixá Exu foi o mais associado ao diabo, talvez por sua aproximação com a sexualidade e com elementos que lembram o deus greco-romano Príamo, guardião das casa, ruas e encruzilhadas. Recentemente foi lançado o livro "Exu e a Ordem do Universo" do Síkírù Sàlámi e Romilda Iyakemi Ribeiro. Os autores afirmam que a obra é resultado de quase três décadas de estudos e diálogos que se enriqueceram com as dezenas de viagens à África iorubana para vivenciar o que significa realmente este orixá. Trata-se de uma obra séria e consistente que procura ressignificar Exu dentro do contexto do panteão iorubá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mitologia iorubá, Olorum é o criador do universo e os orixás são as forças da natureza que regem o visível e o invisível. Exu, em nenhum momento aparece como opositor de Olorum assim como Satã se opõe a Deus na tradição judaico-cristã. Muito pelo contrário, ele é co-criador. Exu é considerado como simbolismo dinâmico que está presente em tudo no universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2377895804745238950-3047749311007685143?l=dofonodeoxum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/3047749311007685143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2011/07/exu-e-o-diabo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/3047749311007685143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/3047749311007685143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2011/07/exu-e-o-diabo.html' title='Exu é o diabo????'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950.post-5068700132846310890</id><published>2010-07-12T07:01:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T07:52:19.386-07:00</updated><title type='text'>Imposição estética</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mundo globalizado de hoje, manter as nossas raízes ainda vivas é mais do que um desafio, é uma necessidade para não perdermos nossa identidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As grandes multinacionais, instaladas em vários lugares do globo, ao venderem seus produtos, iguala todos na forma de vestir, no consumo da música, nos hábitos alimentares, nos hábitos cotidianos, pois instalam na sociedade uma necessidade compulsiva de consumir seus produtos que são nada mais do que cópias de modelos culturais dos países europeus e norte-americano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Brasil, nos deparamos com um grande número de pessoas que renegam a própria cultura brasileira para dar valor à estética imposta pelos países colonizadores. Tal atitude gera uma alienação cada vez mais crescente e ocasiona a morte de elementos culturais de nossas raízes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não pretendo aqui fazer um discurso xenófobo, muito pelo contrário, considero de extrema importância conhecermos a cultura estrangeira, mas infelizmente existe um número muito maior de brasileiros que ouvem Lady Gaga e nunca ouviram nada do maravilhoso Toquinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este processo de imposição estética não é novidade. No Brasil colonial, os jesuítas, ao catequizarem os índios, nomeavam em suas peças teatrais os personagens ligados ao mal com nomes indígenas e os personagens bonzinhos com nomes cristãos. Ao se deparar com tal cena teatral, o que os índios começaram a acreditar? Que sua cultura era errada? Muitos se tornaram cristãos e abandonaram hábitos de sua etnia. Outros resistiram e fugiram mata adentro e ainda hoje tentam resistir a esta imposição global.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os africanos sofreram o mesmo processo. Seus deuses foram considerados pela igreja como representantes demoníacos e ao serem trazidos para o Brasil, tinham que passar por um portão do esquecimento ou dar várias voltas em torno de uma árvore para esquecer seu passado, sua cultura, seus ancestrais. Mas ainda hoje estas tradições estão vivas e ainda resistem. Dizer que EXU  é o demônio é persistir nesta colonização, nesta imposição de elementos estéticos para dominar ideologicamente a sociedade, pois quando todos pensam iguais é muito mais fácil dominar. Se formos estudar a mitologia yorubá, veremos que EXU não tem nada haver com o diabo cristão. Os portugueses talvez tenham associado a figura demoníaca ao deus yorubá por conta do seu caráter sexual, mas persistir ainda hoje neste erro é mais uma forma de destruir nossas raízes culturais, pois enquanto as pessoas associarem nossas raízes ao mal, mais elas irão abandoná-las e não correrão para dentro da mata para resistir a imposição estética.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2377895804745238950-5068700132846310890?l=dofonodeoxum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/5068700132846310890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2010/07/imposicao-estetica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/5068700132846310890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/5068700132846310890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2010/07/imposicao-estetica.html' title='Imposição estética'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950.post-7020276598743196951</id><published>2010-03-19T13:58:00.001-07:00</published><updated>2011-01-11T11:58:13.285-08:00</updated><title type='text'>"Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial"</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; "&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="line-height: normal; " &gt;No dia 21 de março é comemorado o "Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial". O Grupo Teatral Profª Zilda Dias estará organizando um Evento no Teatro Nacional  Cláudio Santoro – Sala&lt;em style="font-style: italic; "&gt;Martins Penna&lt;/em&gt; / Brasília- DF partir das 17h. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="line-height: normal; " &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="line-height: normal; " &gt;O evento contará com apresentações de Teatro, Dança, Música ,Poesia, Artes Plásticas, Cultura Hip Hop tendo grupos nacionais e internacionais apresentando. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="line-height: normal; " &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="line-height: normal; " &gt;Todas informações poderão ser encontradas no Blog de divulgação do evento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://vocetempreconceito.wordpress.com/" rel="nofollow" target="_blank" style="font-weight: inherit; text-decoration: underline; cursor: pointer; "&gt;http://vocetempreconceito.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(68, 68, 68); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2377895804745238950-7020276598743196951?l=dofonodeoxum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/7020276598743196951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2010/03/dia-internacional-de-luta-pela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/7020276598743196951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/7020276598743196951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2010/03/dia-internacional-de-luta-pela.html' title='&quot;Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial&quot;'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950.post-962915901464837046</id><published>2010-03-07T05:04:00.000-08:00</published><updated>2010-03-07T05:17:55.426-08:00</updated><title type='text'>PROJETO CULTURAL Ó BARÁ</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 153); font-family:'comic sans ms', sans-serif;font-size:13px;"&gt;&lt;p class="ecxMsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size:24pt;"&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;CONVITE&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="ecxMsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Em breve Brasília&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt; será presenteada com mais um espaço cultural. Trata-se do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:20pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Projeto Cultural Ó BARÁ.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="ecxMsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:20pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;O Projeto Cultural Ó BARÁ&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt; pretende formar músicos percussionistas e difundir a cultura afro-brasileira, mesclando tambores, capoeira e uma infinidade de ritmos tais como maracatu, samba-reggae, tambor de crioulo e nações africanas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="ecxMsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:20pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Projeto Cultural Ó BARÁ &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;tem a honra e o prazer de convidá-lo a participar de seus ensaios no estacionamento da Administração do Parque da Cidade – Sarah Kubitschek, próximo à Torre de TV todos os sábados, das 10h às 13h. As matrículas estão abertas e as aulas serão gratuitas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="ecxMsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:20pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Projeto Cultural Ó BARÁ &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;se sentirá bastante orgulhoso com sua presença.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2377895804745238950-962915901464837046?l=dofonodeoxum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/962915901464837046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2010/03/projeto-cultural-o-bara.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/962915901464837046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/962915901464837046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2010/03/projeto-cultural-o-bara.html' title='PROJETO CULTURAL Ó BARÁ'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950.post-7775761209499664552</id><published>2010-03-02T16:37:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T20:32:16.581-08:00</updated><title type='text'>Intolerância Religiosa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olá meus 10 leitores deste blog... rsrsrs... depois de alguns dias afastado das atividades virtuais, volto em 2010 com imensa vontade de me fazer mais presente neste veículo de informação e formador de opinião.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero registrar aqui minha preocupação a respeito de um tema que se torna a cada dia mais necessário discutir em nossa sociedade: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;a intolerância religiosa&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recebi nesta semana um e-mail informando que o caso da professora que foi afastada da escola no município de Macaé, no Rio de Janeiro, ainda não foi resolvido. A professora trabalhava com o livro chamado "Lendas de Exu" do autor Adilson Martins, remomendado pelo Ministério da Educação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No final de 2009, véspera da comemoração da Semana da Consciência Negra, em Taguatinga, Distrito Federal, o professor Francisco Albuquerque foi retirado da escola sob a acusação de que estava trabalhando rituais de Candomblé em sala de aula. Conheço de perto o trabalho do professor, fizemos cursos juntos sobre elementos da cultura afrobrasileira e chegamos a trabalhar com o projeto Africanidades nesta escola. Porém, o professor foi afastado de sua função sem direito a defesa e passou por diversos constrangimentos porque estava no cumprimento da Lei Federal 10.639/2003. Seu caso também até na data de hoje não foi resolvido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Paro pra pensar e me pergunto: por que os professores, que cumprem seu papel, seu dever de ensinar a História e Cultura Africana têm que passar por estes tipos de constrangimentos? Onde estão as instituições do Estado e não-governamentais que não defendem aqueles que estão exercendo seu papel em sala de aula? Para que serve a comissão de Direitos Humanos da Câmara? Será que o Estado está preparado para fazer valer a Lei 10.639/03?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em pleno século 21, o presidente da República teve que instituir o dia 21 de janeiro como o Dia do Combate contra à Intolerância Religiosa. Este dia foi escolhido por segmentos do movimento negro por causa da morte da Yalorixá Gildásia Santos do Ilê Axé Abassá de Ogum em 2000. A Yalorixá, conhecida como Gilda, teve seu terreiro invadido e destruído duas vezes por pessoas de outras crenças religiosas. Como se não bastasse, ela teve sua foto publicada em um jornal da Universal, com tarja preta nos olhos e uma matéria cujo título era "Macumbeiros Charlatães lesam a vida e o bolso dos clientes”. A foto foi tirada quando Gilda participou de uma manifestação em Salvador que pedia o impeachmant do Collor. Gilda teve um ataque fulminante do coração e faleceu no dia 21 de janeiro de 2000. O jornal foi condenado a pagar uma idenização a filha de Gilda de 960 mil Reais por danos morais, mas dinheiro nenhum no mundo paga a dor da perda e a dor da difamação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Combate à Intolerância Religiosa tem que ser feito todo santo dia. Na conversa com o vizinho, no ônibus, no salão de beleza, na feira, na fila do banco... em qualquer lugar onde estivermos. Nós professores temos uma responsabilidade maior, pois somos formadores de opinião. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ensinar nossos alunos a respeitar outras crenças é ensinar a respeitar o que é diferente de nós. O que caracteriza o povo brasileiro é sua diversidade, pois nosso amado Brasil nasceu de matrizes culturais completamente diferentes uma das outras. Não podemos permitir que um discurso unilateral, raivoso e intolerante ganhe espaço e destrua nossa diversidade cultural.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já dizia o sábio José Saramago:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;"De algo sempre haveremos de morrer, mas já se perdeu a conta aos seres humanos mortos das piores maneiras que seres humanos foram capazes de inventar. Uma delas, a mais criminosa, a mais absurda, a que mais ofende a simples razão, é aquela que, desde o princípio dos tempos e das civilizações, tem mandado matar em nome de Deus”.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Grande abraço e Feliz 2010.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2377895804745238950-7775761209499664552?l=dofonodeoxum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/7775761209499664552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2010/03/intolerancia-religiosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/7775761209499664552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/7775761209499664552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2010/03/intolerancia-religiosa.html' title='Intolerância Religiosa'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950.post-7442474704044830565</id><published>2009-12-30T05:30:00.001-08:00</published><updated>2009-12-30T08:45:53.282-08:00</updated><title type='text'>Uma reflexão sobre o Ano Novo e as Africanidades Brasileiras</title><content type='html'>Quando caminho no comércio de minha cidade, vejo na entrada de várias lojas, um vaso com plantas como Espada-de-São-Jorge, Comigo-ninguém-pode e Arruda. Diziam nossos antepassados africanos que tais plantas espantam todo tipo de mal como inveja, mal-olhado, olho gordo. Muita gente nem conhece a origem de tal crença mas colocam tais plantas porque a crença já faz parte da cultura brasileira. Toda vez que se aproxima o Ano Novo penso na quantidade imensa de brasileiros que têm o hábito de usar uma roupa branca na virada do ano e creio que nem todo mundo sabe de onde vem este hábito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iemanjá é o orixá mais popular no Brasil. De norte a sul, todos sabem quem é Iemajá ou pelo menos já ouviram seu nome. A grande mãe, Odô Iyá, com seus seios fartos deu a luz aos outros orixás. Uma das maiores festas é feita em sua homenagem no dia 2 de fevereiro na cidade de Salvador, onde milhares de pessoas saem vestidas de branco em procissão e vão às águas do mar oferecer presentes. O mesmo acontece no Rio de Janeiro e em diversas cidades do país no Ano Novo, seguindo o exemplo do uso do branco em Salvador, milhares de pessoas vão à praia e pedem proteção à Rainha do Mar no novo ano que se inicia. A prática de usar roupa branca para ir ao mar e oferecer uma flor branca e outros presentes a esta deusa africana  fez com que seu nome fosse amplamente conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pierre Verger nos conta uma lenda de origem iorubá que diz assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iemanjá era filha de Olokum, deus do mar. Em Ilê Ifé, casou-se com Olofin-Odudua com o qual teve dez filhos, todos orixás. De tanto amamentar seus filhos, os seios de Iemanjá tornaram-se imensos. Cansada da estadia em Ifé, Iemanjá fugiu na direção do "entardecer-da-terra", como os iorubás chamavam o Oeste. Iemanjá chega em Abeokutá e como era muito bonita, Okerê pediu-lhe em casamento. Ela aceitou com a condição de que ele jamais ridicularizasse a imensidão de seus seios.&lt;br /&gt;Um dia Okerê voltou para casa embriagado de vinho da palma. Ele tropeçou em Iemanjá e ela lhe chamou de bêbado imprestável. Okerê gritou: "Você, com seus seios compridos e balançantes."&lt;br /&gt;Ofendida, Iemajá fugiu e Okerê colocou seus guerreiros em sua perseguição. Iemanjá, vendo-se cercada lembrou-se que tinha recebido de Olokum uma cabaça com a recomendação de que só abrisse em caso de extrema necessidade. Iemajá quebrou a cabaça e dela saiu um rio de águas tumultuadas levando Iemanjá em direção ao mar, residência de Olokum. Okerê tentou impedir transformando-se em colina. Iemanjá vendo bloqueado seu caminho, chamou Xangô que lançou um raio sobre a colina Okerê que abriu-se em duas, dando passagem para Iemanjá. Iemanjá foi para o mar ao encontro de Olokum. Nunca mais Iemanjá voltou à terra e ela está em todo lugar onde chega as águas do mar. Na Nigéria ainda hoje existe uma colina de nome Okerê onde passa um rio chamado Ogum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2377895804745238950-7442474704044830565?l=dofonodeoxum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/7442474704044830565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/12/uma-reflexao-sobre-o-ano-novo-e-as.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/7442474704044830565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/7442474704044830565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/12/uma-reflexao-sobre-o-ano-novo-e-as.html' title='Uma reflexão sobre o Ano Novo e as Africanidades Brasileiras'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950.post-6768778797931963972</id><published>2009-11-18T10:30:00.000-08:00</published><updated>2009-11-18T17:02:37.073-08:00</updated><title type='text'>Dia da Consciência Negra</title><content type='html'>&lt;div&gt;Dia 20 de novembro é dia de comemorar o Dia da Consciência Negra. Além de lembrar a morte de Zumbi dos Palmares, a data nos propõe uma reflexão sobre a "abolição da escravatura".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Dia da Consciência Negra é comemorado por ativistas do Movimento Negro desde 1971, mas passou a fazer parte do calendário escolar somente em 2003, quando o presidente Lula, atendendo a algumas reinvidicações do Movimento Negro, criou a Lei 10.639 obrigando as escolas a incluírem em seus currículos os conteúdos referentes a História e Cultura Africana e Afrobrasileira e a incluir o 20 de novembro como um dia especial para lembra a morte de um dos ícones de resistência de nossa história.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O dia da Abolição da Escravatura é visto como uma representação dos interesses da elite brasileira.  A comemoração da abolição tem  por objetivo reproduzir na cabeça do afrobrasileiro a ideologia que insiste em manter o negro inferiorizado, que foi "liberto" por causa da generosidade de uma princesa. Sabemos que a Princesa Isabel só assinou a abolição devido às pressões dos capitalistas estrangeiros. O Dia da Consciência Negra veio para contestar o discurso implícito no Dia da Abolição.  Comemorar a resistência de Zumbi dos Palmares é uma forma de dizer ao povo brasileiro que o negro não aceitou docemente a escravidão e que a abolição não é resultado da generosidade e sim da luta e resistência de um povo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para ser conquistada a verdadeira abolição dos afrodescentes, muito ainda deve ser feito. A obrigatoriedade da Lei 10.639/2003 é  somente um dos passos para reparar injustiças sócio-culturais que se manifestam de diversas maneiras. As políticas afirmativas e o sistemas de cotas também são importantes instrumentos para quebrar as correntes que ainda aprisionam a população negra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2377895804745238950-6768778797931963972?l=dofonodeoxum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/6768778797931963972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/11/dia-da-consciencia-negra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/6768778797931963972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/6768778797931963972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/11/dia-da-consciencia-negra.html' title='Dia da Consciência Negra'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950.post-4211114958785208387</id><published>2009-08-24T09:55:00.000-07:00</published><updated>2009-08-24T10:20:10.665-07:00</updated><title type='text'>A Influência das Línguas Africanas no Português falado no Brasil</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"&gt;          Quando falamos de cultura brasileira, temos que buscar entendê-la a partir das matrizes que a constituem: a européia, a africana e a indígena. Nosso foco é buscar entender a influência africana em nossa cultura, uma vez que já existem numerosos estudos sobre as outras matrizes. &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"&gt;           &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"&gt;Quando falamos de continente africano, temos que ter em mente que não se trata de um único povo ou de uma única cultura. Quando falamos de África, estamos nos referindo a uma grande diversidade de culturas e povos que influenciaram os costumes, as crenças, os valores, a culinária, a música, a língua e outros aspectos culturais de nós brasileiros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"&gt;          São mais de cinco milhões de pessoas oriundas da África que vieram para o Brasil entre os séculos XI e XIX. Muitos da região banto, que agrupa uma quantidade de mais de 300 línguas semelhantes. Outros da região sudanesa onde há uma enorme variedade lingüística, porém vamos destacar dois principais grupos de falantes das línguas chamadas de iorubá e ewe-fon.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"&gt;          A proximidade entre a estrutura lingüística do português europeu antigo e regional e as línguas africanas facilitou a mestiçagem lingüística e deram nova sonoridade à língua portuguesa falada no Brasil. Atualmente ainda encontramos inúmeros dialetos de origem &lt;i&gt;banto&lt;/i&gt; falados na zona rural de vários locais do país, principalmente nas áreas onde vivem remanescentes de antigos quilombos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"&gt;          Muitas palavras faladas no nosso cotidiano são derivados portugueses a partir de uma mesma raiz banto como por exemplo esmolando, dengoso, sambista, xingamento, caçulinha, entre outras. Temos casos da própria palavra banto substituir o equivalente em português: xingar/ insultar, caçula/benjamim, dendê/óleo-de-palma, bunda/nádegas, marimbondo/vespa, cachaça/água-ardente, cochilar/dormitar, molambo/trapo, etc. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"&gt;          As línguas de origem iorubá e ewe-fon estão ainda vivas nos espaços religiosos de matriz africana, principalmente no Candomblé. Apesar de uma enorme perseguição das lideranças afro-religiosas no decorrer dos séculos, estas línguas são ainda faladas e funcionam como veículo de integração e ascensão na hierarquia sócio-religiosa. Conhecida como língua-de-santo, a sua influência e divulgação acontecem principalmente através da música popular brasileira. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;PESSOA DE CASTRO, Yeda. No canto do acalanto.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt; Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;1990. (Série Ensaio/Pesquisa, 12)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;______. Falares africanos na Bahia:&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Courier; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;um vocabulário afro-brasileiro&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Courier; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;Rio de Janeiro: Academia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Brasileira de Letras; Topbooks Editora. 2001.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;______.Os falares africanos na interação social do Brasil Colônia. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;Salvador: Centro de Estudos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Baianos/UFBA, 1980. n.89.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;______. A língua mina-jeje no Brasil:&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt; um falar africano em Ouro Preto do século XVIII&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Courier; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;Belo Horizonte:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 8pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt"&gt;Fundação João Pinheiro, 2002. (Coleção Mineiriana).&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 11pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2377895804745238950-4211114958785208387?l=dofonodeoxum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/4211114958785208387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/08/influencia-das-linguas-africanas-no.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/4211114958785208387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/4211114958785208387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/08/influencia-das-linguas-africanas-no.html' title='A Influência das Línguas Africanas no Português falado no Brasil'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950.post-3902191968193700701</id><published>2009-07-20T18:15:00.000-07:00</published><updated>2009-07-21T16:07:02.718-07:00</updated><title type='text'>Candomblé e Resistência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estou lendo um livro muito bom cujo título é "A formação do Candomblé" do pesquisador Luis Nicolau Parés. Peço licença ao autor para transcrever um trecho que li na página 95 que considero de extrema importância: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc6600;"&gt;(...) os processsos de resistência cultural das minorias étnicas ou das classes subalternas, baseados na manutenção de valores e práticas culturais diferenciados daqueles da cultura dominante, oferecem mecanismos de luta àqueles indivíduos discriminados das esferas do poder. A resistência cultural responde, em primeira instância, à dinâmica mimética inerente a todo processo de aprendizado que acompanha a transferência cultural de uma geração para outra. O indivíduo tende, de uma forma natural, a repetir e reproduzir aqueles valores nos quais foram criados. A resistência cultural se baseia, ou enfatiza, o espírito gregário e conservador do ser humano. Mas, no contexto da luta de classes ou dos conflitos interétnicos, em que aos grupos marginalizados é negada a identificação com os valores do grupo hegemônico, a resistência cultural aparece como dinâmica de diferenciação, como mecanismo de auto-afirmação e defesa perante a ameaça da indiferenciação ou da invisibilidade, isto é, da alienação. A preservação ou reatualização periódica de elementos diferenciadores, na qual se baseia a construção da identidade étnica, constitui de algum modo uma arma política para os excluídos. No contexto dos africanos e dos afro-descendentes no Brasil, o campo da religião, das crenças e das práticas rituais associadas ao mundo invisível parece ter sido o domínio por excelência da resistência cultural."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;PARÉS, Luis Nicolau. A formação do Candomblé: história e ritual da nação jeje na Bahia/Luis Nicolau Parés. _2ª ed. rev. _ Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2377895804745238950-3902191968193700701?l=dofonodeoxum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/3902191968193700701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/07/estou-lendo-um-livro-muito-bom-cujo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/3902191968193700701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/3902191968193700701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/07/estou-lendo-um-livro-muito-bom-cujo.html' title='Candomblé e Resistência'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950.post-200062905500264440</id><published>2009-04-28T07:33:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T10:20:35.144-07:00</updated><title type='text'>Comida para os orixás</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Brasil é um imenso caldeirão. A comida, sob um olhar estético, informa o significado do que se come e de como se come. Num país onde o alimento ultrapassa a dimensão material, encontramos o valor espiritual herdado de nossos antepassados, principalmente dos povos africanos. Comidas do cotidiano, da festa de rua, da festa religiosa. Comidas do mundo dos homens, dos orixás e de tantos outros deuses que fazem parte das mitologias nacionais. Comidas feitas com pimenta, azeite-de-dendê, inhame, cará, banana aproximam o Brasil dos países africanos, pois estes ingredientes foram trazidos da África.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Candomblé de nação Ketu, os adeptos acreditam nos orixás. Na nação Jeje, estas divindades são conhecidas como voduns e na nação Angola são chamadas de inquices. As semelhanças são bastante próximas e por isso vamos utilizar o termo &lt;em&gt;orixá&lt;/em&gt; por ser mais conhecido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada pessoa carrega em sua identidade alguma característica marcante de uma destas divindades. Dando de comer ao orixá, o adepto está alimentado a essência de seu próprio “eu” e faz aflorar aspectos de sua personalidade que estavam adormecidos. “Dar de comida ao orixá” é alimentar seu deus interior. É fortalecer o conjunto de características de uma pessoa assim como ela é, sem qualificações do tipo “bom” ou “mal”. Trata-se de uma simbologia que o Candomblé defende, pois se a pessoa não alimentar seu deus pessoal, ele deixa de existir. Aqui, o ser humano é que cria e sustenta a divindade. Aumentando sua auto-estima, o indivíduo não aceita ser inferiorizado. Encontra dentro de si forças para não se permitir subjugado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muita gente come dos bolinhos feitos com a massa de feijão fradinho pilado, fritos no azeite-de-dendê e recheados com camarão, caruru e vatapá. Mas pouca gente sabe que o acarajé é oferecido a Iansã, deusa dos ventos, das tempestades, dos raios e trovões. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Vamos conhecer um pouco do que é oferecido aos orixás mais cultuados no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Exu &lt;/strong&gt;representa o elemento transformador do universo. É o princípio dinâmico e está associado a comunicação e a sexualidade. É oferecido a Exu farofa de azeite-de-dendê temperada com cebola, camarão seco e pimenta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ogum&lt;/strong&gt; é orixá do progresso, do avanço, da tecnologia. É orixá guerreiro dos metais, especialmente do ferro. É Ogum quem abre os caminhos numa mata fechada. Come inhame assado regado com azeite-de-dendê e feijoada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Oxossi&lt;/strong&gt; é o rei do Candomblé de nação Ketu. Está intimamente associado às matas, à caça e à pesca. Suas oferendas são axoxó (milho cozido enfeitado com coco) e frutas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ossaim&lt;/strong&gt; é o que conhece o segredo de todas as folhas. No candomblé não se faz nada sem as folhas. O domínio de Ossaim é a floresta. Pode ser oferecido a Ossaim: fumo, mel, espigas de milho regadas com mel.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Omolu&lt;/strong&gt; representa a terra, senhor das doenças e epidemias, mas também das curas. Deburu (pipoca) é sua principal oferenda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Oxumaré&lt;/strong&gt; está associado ao arco-íris e associado aos movimentos e aos ciclos. Para Oxumaré geralmente são oferecidos ovos cozidos com azeite-de-dendê.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Nanã Buruku&lt;/strong&gt; sintetiza em si a morte, a fecundidade e a riqueza. Representa a mãe ancestral. Está associada à água, ao barro. Seu prato é o Aberem (milho torrado e pilado do qual é feito um fubá com açúcar ou mel), mugunzá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Oxum&lt;/strong&gt; é a bela deusa sensual do amor e da fecundidade. Na natureza manifesta-se nas águas doces e cristalinas dos rios, lagoas, córregos, nascentes. Oxum é o amor em todas as dimensões, símbolo da gestação, da fertilidade e da fartura. Pode ser oferecido a Oxum: Omolocum (feijão fradinho cozido, temperado com cebola e camarão seco e enfeitado com ovos cozidos), Ipeté(inhame, azeite-de-dendê,cebola e gengibre ralados, camarão seco e camarão grande para enfeitar).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Logum Edé&lt;/strong&gt; é o menino caçador. É filho de Oxum e Oxossi. Representa a fartura e a riqueza. Suas comidas são as que são oferecidas a Oxum e Oxossi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Iansã&lt;/strong&gt; é a deusa dos ventos, das tempestades e como já foi dito antes, sua comida é o acarajé, mas pode comer também abará.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Obá&lt;/strong&gt; é a representação da mulher consciente de seu poder. Representante das sociedades secretas femininas, obá é uma guerreira valente, mas que se anula quando ama. Seus domínios são as águas revoltas, que gera energia e remete ao poder do fogo. Na culinária, divide com Xangô o amalá, apesar de poder oferecer a ela acarajé e amalá.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ewá&lt;/strong&gt; é a virgem da mata virgem. Sob a proteção de Oxossi, tornou-se uma valente guerreira e habilidosa caçadora. É senhora do céu estrelado, rainha do cosmo. Está relacionada à água, à mata e ao ar. Sua comida é feita com banana frita no azeite-de-dendê. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Iemanjá&lt;/strong&gt; é a mãe de todos. Divide com Oxum o domínio sobre a maternidade. Pode ser oferecido a ela manjar, acaçá ( bolinho feito de canjica branca).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Xangô&lt;/strong&gt; é a personificação da justiça e do poder. É orixá do fogo. Suas oferendas é amalá (quiabo cortado temperado com cebola, camarão seco, peito de gado desfiado) servido em uma gamela enfeitada com 12 quiabos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Oxalá&lt;/strong&gt; é o orixá da criação. Representa a essência da vida e seu principal elemento é o ar. Suas comidas são o ebô (canjica branca), acaçá e inhame.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2377895804745238950-200062905500264440?l=dofonodeoxum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/200062905500264440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/04/comida-para-os-orixas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/200062905500264440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/200062905500264440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/04/comida-para-os-orixas.html' title='Comida para os orixás'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950.post-663422403422344286</id><published>2009-03-30T12:54:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T16:33:13.538-07:00</updated><title type='text'>A Religiosidade Afro-brasileira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre os africanos, o sobrenatural tem uma grande importância. Todas as decisões da vida são tomadas depois que os ancestrais são consultados através de rituais. Quando eles foram trazidos à força ao Brasil, trouxeram esta tradição. Alguns grupos mantiveram-se mais fechados e preservaram com maior rigor os aspectos culturais africanos. Outros reconstruíram sua cultura com a influência de elementos indígenas e portugueses.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros estudiosos sobre as religiões afro-brasileiras, influenciados pelo pensamento evolucionista do século XIX, hierarquizavam as religiões, tomando o Cristianismo como modelo "superior" de religião e as que usavam o transe, sacrifício animal e culto aos espíritos, chamavam-nas de "atrasadas" ou "primitivas". Longe de querer cometer este equívoco, nosso objetivo neste texto é de buscar semelhanças entre as manifestações religiosas de matriz africana, sem ter a pretensão de esgotar o assunto e muito menos de querer atribuir uma certa "superioridade" a qualquer uma das religiões por considerarmos a importância que cada uma tem no mosaico da diversidade humana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;Origens&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt; O Brasil recebeu negros ao longo dos séculos de vários lugares da África. Existe uma diversidade cultural muito grande, mas costuma-se elencar dois principais grupos que abarcam uma variedade de etnias por conta das semelhanças lingüísticas e hábitos culturais: os sudaneses e bantos.&lt;br /&gt;Entre os povos sudaneses estão os Iorubás (ou Nagôs) e os Jeje (ou fon), oriundos principalmente da Nigéria e Benin (ex-Daomé). Entre os bantos encontramos os angolanos. Calcula-se que dos bantos tenha vindo um maior número de escravos, exercendo uma grande influência na cultura brasileira. Destacamos estes três povos por serem os principais na formação da cultura religiosa de matriz africana no Brasil, apesar de existir a presença de outros importantes grupos africanos na formação de nossa cultura, como os hauaçás, povo islamizado do Sudão central que os portugueses chamavam de &lt;em&gt;malês&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;Oralidade&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt; As religiões afro não se baseiam em livros sagrados como a Bíblia ou a Torá ou o Alcorão. A transmissão do conhecimento religioso africano baseia-se na oralidade. Todos os ensinamentos secretos são passados aos iniciados oral e gradualmente ao longo do tempo. A cosmovisão, a mitologia, as tradições, os rituais litúrgicos, a linguagem são ensinados conforme a participação do iniciado nos cultos. A memória individual e coletiva é preservada até hoje.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;Orixás, voduns ou inquices&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;Os orixás e voduns são entidades ancestrais e heróis divinizados fundadores de linhagens, reinos e cidades-estado, sendo não só a origem da organização social e política, como aqueles que orientam toda ação dos homens em sua vida terrena, à semelhança do que ocorre entre os povos bantos.&lt;/span&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=2377895804745238950&amp;amp;postID=663422403422344286#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A manifestação de entidades e/ou espíritos de antepassados é outro ponto comum nas religiões de matriz africana. Através da dança e do ritmo dos tambores, o iniciado entra em transe e as entidades do além se manifestam. Os povos de origem Iorubá deram a estas entidades o nome de Orixás, que no Jeje correspondem aos voduns e nos terreiros de tradição angola são conhecidos como inquices. Estes deuses africanos personificam as forças da natureza. Das centenas de divindades existentes na África, apenas um número bem reduzido é cultuado no Brasil. Alguns orixás são bastantes conhecidos na sociedade brasileira por serem citados na música popular, na literatura ou por fazerem parte de rituais que se naturalizaram socialmente, como o de oferecer presentes no Ano Novo para Iemanjá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;Sincretismo&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt; os ritos de matriz africana foram bastante perseguidos no Brasil. Primeiramente pela Santa Inquisição, uma organização da Igreja Católica que persiguia os que contestavam suas práticas, e logo depois pelo próprio Estado, que proibiu o culto aos orixás até meados do século XX. Para despistar as perseguições, os africanos e afro-brasileiros associavam um orixá a um santo católico. Então, quando homenagiavam determinado santo com suas danças e cantos, estavam fazendo na verdade para o orixá ali representado. O abismo existente entre as classes sociais e entre brancos e negros no Brasil não impediu que as tradições culturais interagissem uma com as outras. Surgiram novas formas que mantiveram as estruturas semelhantes do Cristianismo e das religiões indígenas e africanas. Hoje, apesar das leis brasileiras garantirem o direito de liberdade de culto não sendo necessário mais o sincretismo religioso, a Umbanda ainda mantém esta tradição, pois suas práticas ritualísticas se baseiam na mistura do Cristianismo com elementos da cultura indígena e africana. No sincretismo religioso existe a idéia equivocada de que o orixá &lt;em&gt;Exu&lt;/em&gt; é o diabo. Na mitologia iorubá, Exu não é oponente do criador do universo, assim como o diabo é oponente de Deus na concepção cristã. Exu é o co-criador, o elemento dinâmico e trasnformador da criação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitas são as manifestações religiosas no Brasil que tem origem na matriz africana: Candomblé, Umbanda, Tambor-de-mina, Tambor-da-mata ou Terecô, Xangô de Recife, Batuque entre outros. Procurei sintetizar os elementos comuns entre estas religiões. Para conhecer a filosofia e a cosmovisão é necessário um aprofundamento em seus ritos e em sua mitologia e isto acontece através da experiência e participação nos rituais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=2377895804745238950&amp;amp;postID=663422403422344286#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; SOUZA, Marina de Mello e. África e Africano / Marina de Mello e Souza. – 2ª ed. – São Paulo: Ática, 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2377895804745238950-663422403422344286?l=dofonodeoxum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/663422403422344286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/03/religiosidade-afro-brasileira.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/663422403422344286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/663422403422344286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/03/religiosidade-afro-brasileira.html' title='A Religiosidade Afro-brasileira'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950.post-6783799118025132871</id><published>2009-03-19T18:40:00.000-07:00</published><updated>2009-03-19T18:41:38.016-07:00</updated><title type='text'>A Resistência Indígena e Africana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Herdamos em nossa cultura o preconceito racial, fruto da colonização portuguesa que &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;inferiorizava os povos não-cristãos para dominá-los com mais facilidade&lt;/span&gt;. Para escravizar índios e negros, os portugueses logo trataram de impor sua própria cultura e destruir os bens culturais dos dominados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos índios foram catequizados pelos portugueses e logo escravizados. Os indígenas viam em peças de teatro escritas pelos Jesuítas, personagens diabólicos com os nomes dos deuses cultuados pelos índios.&lt;br /&gt;Quando os africanos foram trazidos à força para o Brasil, suas divindades conhecidas como orixás, inquices ou voduns, eram consideradas como demônios pelos colonizadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Desmantelar o patrimônio cultural é o primeiro passo para tornar os escravos mais dóceis e menos resistentes a dominação. Muitos índios, conhecedores das matas desta terra, conseguiram fugir das mãos severas do trabalho escravo. Os africanos encontraram em sua cultura, principalmente em sua religião, forças para resistir e lutar contra a escravidão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2377895804745238950-6783799118025132871?l=dofonodeoxum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/6783799118025132871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/03/resistencia-indigena-e-africana_19.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/6783799118025132871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/6783799118025132871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/03/resistencia-indigena-e-africana_19.html' title='A Resistência Indígena e Africana'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950.post-1255132770751634602</id><published>2009-03-19T18:39:00.000-07:00</published><updated>2009-03-19T18:40:19.667-07:00</updated><title type='text'>A Cultura Afro-brasileira</title><content type='html'>Foi aproximadamente a partir de 1580 que começaram a chegar os primeiros africanos vindos para o Brasil. Com dificuldades em escravizar os índios, pois estes conheciam os caminhos secretos das florestas brasileiras, os portugueses fizeram do tráfico negreiro um comércio muito lucrativo, aumentando o fluxo de africanos escravizados para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O continente africano sempre foi povoado por uma enorme variedade de povos, que falam línguas diferentes, organizam a sociedade de maneiras diversas e têm religiões, atividades econômicas e habilidades diferentes. O sobrenatural, a magia, ao qual o homem só tem acesso por meio de rituais e cerimônias, desempenham um papel fundamental na cosmovisão africana e influencia de maneira direta as decisões sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entendermos um pouco melhor, vamos abordar alguns aspectos desta cultura que herdamos e que passou muitos anos despercebida dos nossos livros didáticos. A cada semana vamos postar um elemento cultural de forma sintetizada&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2377895804745238950-1255132770751634602?l=dofonodeoxum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/1255132770751634602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/03/cultura-afro-brasileira_9953.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/1255132770751634602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/1255132770751634602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/03/cultura-afro-brasileira_9953.html' title='A Cultura Afro-brasileira'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950.post-1645568162228555943</id><published>2009-03-19T18:36:00.001-07:00</published><updated>2009-03-19T18:38:32.879-07:00</updated><title type='text'>A Influência Africana na Música Brasileira</title><content type='html'>Logo nos primeiros anos de colonização, as ruas das primeiras cidades brasileiras já assistiam as festividades de coroação ao "rei do Congo", que simbolicamente representavam uma sobrevivência do costume dos potentados bantos de animarem suas excursões e visitas diplomáticas com danças e cânticos festivos em séqüito aparatoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música conguesa ofereceu as bases do que hoje conhecemos como samba. O lundu tinha como coreografia a umbigada. Nas grandes cidades, o lundu e o batuque foram se misturando a ritmos europeus como a polca e surgiram modalidades diferentes de músicas surgidas no interior do Brasil. O samba rural batido na palma da mão, no pandeiro, no prato-e-faca e dançado à base de sapateados, peneiradas e umbigadas forma uma outra diversidade do samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A civilização iorubana, a fon e a angolana ofereceram a estrutura da música religiosa afro-brasileira. O tambor é o principal instrumento usado nas cerimônias e convida as entidades a se manifestarem e dançarem. O culto aos antepassados é enriquecido pelo uso do agogô, adjá e xere. Os africanos foram responsáveis pela introdução de outros instrumentos na América, como o reco-reco, a cuíca, o berimbau, que não têm uso religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315078090447169122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_syqiHwe9BDo/ScLzXN6QpmI/AAAAAAAABgI/UNRjrY7L4dI/s200/101_0731.JPG" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Orixá sendo conduzido pelo som do adjá.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2377895804745238950-1645568162228555943?l=dofonodeoxum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/1645568162228555943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/03/influencia-africana-na-musica_19.html#comment-form' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/1645568162228555943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/1645568162228555943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/03/influencia-africana-na-musica_19.html' title='A Influência Africana na Música Brasileira'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_syqiHwe9BDo/ScLzXN6QpmI/AAAAAAAABgI/UNRjrY7L4dI/s72-c/101_0731.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950.post-2527724516223807942</id><published>2009-03-08T11:05:00.000-07:00</published><updated>2009-03-10T13:37:37.188-07:00</updated><title type='text'>A Contrução da Identidade dos Afro-Brasileiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_syqiHwe9BDo/SbbPYmwGPZI/AAAAAAAAAsI/bk1BnO4_n3I/s1600-h/abeokutÃ¡.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311660832156171666" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 193px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_syqiHwe9BDo/SbbPYmwGPZI/AAAAAAAAAsI/bk1BnO4_n3I/s200/abeokut%C3%A1.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_syqiHwe9BDo/SbQJiibA3aI/AAAAAAAAAD8/nKJ8aZQrvGY/s1600-h/nig_abeokuta.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;Uma das tarefas mais importantes da prática educativo-crítica é propiciar as condições em que os educandos em suas relações uns com os outros e todos com o professor ou a professora ensaiam a experiência profunda de assumir-se. Assumir-se como ser social e histórico, como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos, capaz de ter raiva porque é capaz de amar. Assumir-se como sujeito porque é capaz de reconhecer-se como objeto. A assunção de nós mesmos não significa a exclusão dos outros. É a “outredade” do “não-eu”, ou do tu, que me faz assumir a radicalidade de meu eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;Paulo Freire&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2377895804745238950#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O processo de construção de determinada identidade não é um processo linear. Trata-se de uma complexa rede de relações onde se estabelece a multiplicidade da própria noção de identidade. Existem diversas delas: identidade de gênero, racial, etária, cultural, de sexualidade entre outras. As identidades são importantes mecanismos de inclusão e exclusão nas redes de relações sociais, pois afirmam as referências culturais dos grupos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Construir uma identidade negra positiva em nossa sociedade é um desafio que se faz urgente e necessário, já que, historicamente, nos foi ensinado que os negros e negras precisavam negar a si mesmos para serem aceitos nos grupos sociais. Vivenciamos uma negação dos heróis e modelos negros, a inferiorização de suas características físicas e a desconstrução das memórias deste grupo social. Tais fatores são mecanismos estratégicos de exclusão que têm como elemento primordial a destruição do pertencimento identitário racial positivo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Este blog tem como objetivo divulgar saberes pertinentes a cosmovisão africana de modo que possa contribuir com a construção de uma identidade dos afro-brasileiros. O enfoque dado pelos livros didáticos somente na escravidão, na pobreza e no sofrimento não oferece a dimensão da história de luta, resistência e dos valores culturais dos africanos, que enriqueceram nosso país durante séculos, muito pelo contrário, ajuda a fortalecer os estereótipos preconceituosos e racistas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2377895804745238950#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa / Paulo Freire. _ São Paulo: Paz e Terra, 1996. (Coleção Leitura)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fotografia de Pierre Fatumbi Verger&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2377895804745238950-2527724516223807942?l=dofonodeoxum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/2527724516223807942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/03/contrucao-da-identidade-dos-afro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/2527724516223807942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/2527724516223807942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/03/contrucao-da-identidade-dos-afro.html' title='A Contrução da Identidade dos Afro-Brasileiros'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_syqiHwe9BDo/SbbPYmwGPZI/AAAAAAAAAsI/bk1BnO4_n3I/s72-c/abeokut%C3%A1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2377895804745238950.post-3156177517904330796</id><published>2009-03-08T10:48:00.000-07:00</published><updated>2009-03-08T11:36:21.490-07:00</updated><title type='text'>Uma realidade na Educação Brasileira</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_syqiHwe9BDo/SbQOvyRSieI/AAAAAAAAAEE/QpyvAn1wozo/s1600-h/00000020.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310886074687588834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 281px; CURSOR: hand; HEIGHT: 190px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_syqiHwe9BDo/SbQOvyRSieI/AAAAAAAAAEE/QpyvAn1wozo/s200/00000020.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A questão étnico-racial tende a aparecer na escola como um elemento de inferiorização do aluno negro. Como já foi comprovado em várias pesquisas, o racismo em nossa sociedade constitui um forte elemento que define o fracasso escolar de alunos afro-descendentes, pois gera danos materiais, físicos e psicológicos.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2377895804745238950#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O processo de discriminação racial é configurado de maneira que a sociedade não desvaloriza somente os aspectos físicos herdados pelos afro-descendentes, mas também existe a discriminação de valores e bens culturais e artísticos oriundos da matriz africana. Isto influencia diretamente no rendimento do aluno negro, pois ele não se identifica com o discurso escolar baseado na estética branca, elitista que herdamos dos europeus, como se estes fossem os únicos construtores do conhecimento, da arte e da civilização, relegando aos povos não-cristãos uma posição de inferioridade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;O racismo e as práticas discriminatórias disseminadas no cotidiano brasileiro não representam simplesmente uma herança do passado. O racismo vem sendo recriado e realimentado ao longo de toda nossa história. Seria impraticável desvincular as desigualdades observadas atualmente dos quase quatro séculos de escravismo que a geração atual herdou.&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2377895804745238950#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A educação pautada em conceitos eurocêntricos é fruto de uma herança da colonização portuguesa que excluiu dos currículos escolares durante muitos anos a sabedoria trazida pelos africanos para o Brasil, contribuindo assim para a recriação do racismo e da intolerância religiosa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pessoas com auto-estima elevada estão conectadas consigo e com o mundo, têm consciência de suas potencialidades, capacidades e limitações, enquanto que, uma pessoa com a auto-estima baixa ignora seu potencial, suas motivações, crenças e valores, desconhece suas verdadeiras necessidades, possui pouca confiança em si, dificuldades em identificar seus talentos e de conviver com suas dificuldades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2377895804745238950#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Sobre pesquisas que apontam o desempenho dos alunos afro-descendentes, ver o trabalho de Alexsandro do Nascimento Santos na obra Negro e Educação 4: linguagens, resistências e políticas públicas – São Paulo: Ação Educativa; ANPED, 2007 e o trabalho de Renísia Cristina Garcia. Identidade Fragmentada: um estudo sobre a história do negro na educação brasileira: 1993_2005. Brasília: Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2377895804745238950#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; BRASIL, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Resolução CNE/CP 1/2004. Seção 1, p.11 D.O.U. de 22 de junho de 2004.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fotografia de Pierre Fatumbi Verger&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2377895804745238950-3156177517904330796?l=dofonodeoxum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/feeds/3156177517904330796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/03/uma-realidade-na-educacao-brasileira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/3156177517904330796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2377895804745238950/posts/default/3156177517904330796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dofonodeoxum.blogspot.com/2009/03/uma-realidade-na-educacao-brasileira.html' title='Uma realidade na Educação Brasileira'/><author><name>Roberto Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16768693273127325052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-R4TXeL7qJJo/TjFwDMuo2HI/AAAAAAAABjk/cUIaB38eng4/s220/SDC12812.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_syqiHwe9BDo/SbQOvyRSieI/AAAAAAAAAEE/QpyvAn1wozo/s72-c/00000020.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
